UEMA recebe professora francesa para atividades de pesquisa no PPGEC

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) passou a contar, desde maio de 2026, com a participação da socióloga e pesquisadora Gwenola Ricordeau como professora convidada e pesquisadora associada sênior do Programa de Pós-Graduação em Estudos Criminológicos (PPGEC). A colaboração prevê visitas periódicas à Universidade para atividades de pesquisa, ensino e orientação acadêmica.

A Prof. Gwenola Ricordeau é doutora em Sociologia pela Université Paris IV Sorbonne e desenvolveu sua trajetória acadêmica em instituições da França e dos Estados Unidos. Entre 2009 e 2017, atuou na Université de Lille. Posteriormente, foi professora na California State University, Chico, onde lecionou na área de Justiça Criminal até 2025. Em 2025 e 2026, foi professora convidada da École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris.

Entre as pesquisas atualmente desenvolvidas pela Prof. Gwenola Ricordeau está um estudo comparativo sobre a representação da prisão e da justiça criminal na literatura infantil. A pesquisa analisa livros publicados no Brasil, na França e nos Estados Unidos e busca compreender como temas como encarceramento, crime, punição, reabilitação e relações familiares são apresentados ao público infantil.

Outra frente de pesquisa investiga a espetacularização penal e o turismo prisional. O trabalho analisa como antigas prisões, museus e outros espaços relacionados ao sistema penal são transformados em locais de visitação, patrimônio cultural ou entretenimento. A pesquisa inclui estudos de campo realizados em diferentes países e prevê a ampliação da investigação para o contexto brasileiro.

Durante sua primeira passagem pela UEMA, no dia 17 de Agosto, a professora participou de uma reunião na Superintendência de Relações Internacionais (SRI), onde discutiu-se suas pesquisas, as atividades previstas no PPGEC e possibilidades de novas colaborações acadêmicas.

A colaboração com a UEMA deve envolver atividades de ensino e orientação. Entre as possibilidades estão cursos intensivos, workshops, seminários e grupos de leitura sobre criminologia crítica, criminologia feminista e abolicionismo penal, além de atividades relacionadas às pesquisas desenvolvidas pela professora.

A presença da Professora prevê também inclui ações voltadas à circulação da produção acadêmica em criminologia crítica no Brasil, na América Latina e no Sul Global. Entre as atividades previstas estão workshops, uma conferência internacional e iniciativas de tradução de textos relacionados à criminologia crítica e ao abolicionismo penal.

Por Lucas Corrêa – SRI/UEMA
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